domingo, 22 de novembro de 2009

Ei, quem apagou as luzes?

Eis a grande questão!
Ainda não se sabe ao certo o que provocou o apagão do dia 11 de novembro, em que 18 estados brasileiros tiveram o fornecimento de energia interrompido, por volta das 22h15.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, uma falha nas redes de transmissão abastecidas por Furnas causou o problema na usina de Itaipu – responsável pelo fornecimento de 19,3% da energia consumida no Brasil, e 87,3% do consumo paraguaio. De acordo com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, no momento do desligamento havia condições meteorológicas muito adversas, o que não foi confirmado por institutos de meteorologia.

Mídia e oposição ao governo Lula vieram pra cima. Todos querendo saber de quem foi a falha, buscando culpados. Então Dilma argumenta diante às críticas na matéria que segue: Dilma diz que oposição não pode comparar blecaute com apagão de 2001

E algumas teorias são colocadas à mesa: Em duas hipóteses, ONS atribui apagão a problemas climáticos

Humor e sarcasmo não puderam faltar. A equipe do CQC entrou em ação no momento do apagão. Assista ao vídeo.

Acompanhe no twitter notícias da Usina de Itaipu.

E aí?! O que você acha?



Entre tantos questionamentos que os jornalistas enfrentam em meio a sua rotina profissional, eis alguns dilemas que surgem, que muitas vezes, são difíceis de responder, ou não são totalmente absolutos.


* Afinal, colaboração ajuda ou atrapalha ?

Isso depende. O jornalista, na qualidade de profissional da informação, tem como tarefa coletar, apurar e noticiar fatos. Por trás disso existiu todo um preparo, que pra maioria desses profissionais, começou nos bancos de faculdade. A colaboração dos leitores, opinando sobre o conteúdo veiculado tem sua importância, entretanto não pode ser fator determinante sempre, uma vez que muitas opiniões chegarão ao jornalista, ou a sua redação, e elas precisam ser filtradas. Além do mais, se o profissional passa a se direcionar a todo o momento pelos comentários dos leitores, sua função acaba sendo descaracterizada.
A relação com o público é fundamental! O jornalista não pode também ser arrogante a ponto de achar que está acima do bem e do mal, e que sabe de tudo. Isso fica claro quando Carlos Castilho, em seu texto "A difícil transição do discurso para a conversa, no jornalismo online", publicado no Observatório da Imprensa, fala que "é preciso lembrar que o jornalista faz a representação da representação, ou seja, ele reproduz aquilo que uma ou mais pessoais reproduziram sobre um fato ou sobre o depoimento de terceiras pessoas. Ao produzir o seu texto, o jornalista submete os fatos e depoimentos ao seu filtro pessoal, por mais que ele tente ser isento. Se estes fatos e depoimento já passaram por outros filtros anteriores, a distância em relação à chamada realidade pode ser grande".
Enfim... pra tudo é necessário um meio termo. O jornalista não tem que ceder a qualquer opinião, só pra dizer que constrói um Jornalismo transparente, mas ele tem também que saber ouvir seu público, pra não perdê-lo e pra fazer adaptações.

* A internet realmente venceu a barreira da credibilidade?

Pelo que tudo indica, sim, mas ainda acredito que ela está caminhando para isso. Segundo um estudo do Instituto Vox Populi, publicado no site Proxxima News, a internet e o rádio são as mídias que mais passam credibilidade aos brasileiros. De acordo com o estudo, 40% dos usuários de redes sociais as consideram com um grau de confiabilidade muito alto.
É óbvio que a internet tem muito conteúdo disponível, e que vários deles não passam por filtragem. Entrento, o próprio ato do colaborativismo entre os internautas cria um laço de confiança maior do que aquilo que é repassado por emissoras e jornais, onde não se sabe ao certo que tipos de interesses estão por trás da informação. A internet acaba sendo uma faca de dois gumes.

Convergindo...

Participação. Esta palavras resume, ainda que de maneira simplista, o contexto do livro "Cultura da Convergência", escrito pelo professor e diretor do programa de Estudos de Mídia Comparada do MIT, Henry Jenkins.



Um dos maiores pensadores sobre a internet, Jenkins falou ao Programa Milênio, da GNT, sobre a questão da convergência, não pelo lado tecnológico, mas como um processo cultural que estimula a participação dos usuários/consumidores nas decisões que antigamente ficavam restritas aos interesses dos veículos e marcas. O autor destaca: "Vivemos num mundo onde histórias fluem facilmente através de diversas plataformas midiáticas, num mundo em que fazer mídia é tão importante quanto consumir mídia, num mundo onde as pessoas que conhecemos on-line são tão reais quanto nossos vizinhos". Para Jenkins, a convergência como um processo cultural, refere-se ao fluxo de imagens, idéias, histórias, sons, marcas e relacionamentos através do maior número de canais midiáticos possíveis, um fluxo moldado por decisões originadas tanto em reuniões empresariais quanto em quartos de adolescentes, moldado pelo desejo de empresas de mídia de promoverem ao máximo suas marcas e mensagens e pelo desejo dos consumidores de obter a mídia que quiserem, quando, onde e como quiserem, e por meios ilegais se for impossível por meios legais.



Meios de comunicação de massa ainda exercem um tremendo controle sobre a sociedade. As cinco maiores empresas de mídia dos EUA controlam grande parte da mídia disponível, mas, ao mesmo tempo, vivemos num mundo onde praticamente não há filtros de informação. Portanto, há duas visões de mundo bem distintas. Uma delas se baseia no consumo constante e na absorção de mensagens criadas pelos grandes centros midiáticos, e outro é baseada na produção pulverizada de mídia, em que as idéias veiculadas no Youtube são consideradas tão essenciais à cultura quanto aquelas veiculadas em redes de televisão. Eis a raiz de uma sociedade em rede. Henry Jenkins explica que em grupos de discussões de fãs ou em grupos de discussões políticas, uma pergunta aparece, alguém logo a responde, e todos da comunidade têm acesso à informação. Portanto, em vez de prepararmos crianças em escolas onde ainda incentivamos o aprendizado autônomo, deveríamos ensinar a elas como participar da produção coletiva do conhecimento, como compartilhar conhecimento, como depender da experiência alheia e fazer com que elas percebam o poder que têm por serem autoridades em algum assunto.



Controle?! A informação está em todas as partes



A tendência social está cada vez mais voltada para o partilhamento de informações, ainda mais com as ferramentas tecnológicas que temos à disposição. A convergência de mídias, de relações culturais não tem como ser freada. Com a Internet, a informação foi sendo democratizada, chegando a um número bem maior de pessoas, que por sua vez, também produzem conteúdo.
A convergência informativa é muito positiva, desde que haja discernimento também com relação a conteúdos de cunho duvidoso. Entretanto, verdeiro ou não, o conhecimento de inúmeras situações chegam aos montes, todos os dias.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pio! Pio!! Pio!!!


Entre tantas redes sociais que despontam de tempos em tempos na internet, o Twitter é uma que está passando pelo período de febre coletiva. São famosos, profissionais e pessoas ditas comuns que piam 24h por dia. Não existe faixa etária, apesar de um grande público jovem fazer uso da ferramenta. Aqueles que são "twitteiros" acabam por instigar os que não fazem parte da rede a se juntarem a eles, entretanto, muitos não se prendem ao fenômeno que muitas vezes informa, e muitas outras, expõe e causa polêmica.

Segundo estudos realizados pela Nielsen (o Ibope dos EUA) e pela Universidade de Harvard, publicado no blog de Pedro Doria, o microblog não consegue reter muitos usuários. De acordo com a Nielsen, "o Twitter vem operando com um grau de retenção de 40%. Quer dizer: 60% dos novos inscritos não voltam ao sistema depois de um mês. Não é bom. Para quem considera o Twitter uma rede social, tipo Orkut ou Facebook, a comparação é a seguinte: o Facebook em um grau de retenção de 70%". Harvard concluiu que apenas 10% dos usuários são mais ativos. Ou seja, 90% do conteúdo publicado no site vem de uma significante minoria. Em redes sociais mais famosas, por exemplo, cerca de 10% dos usuários mais produtivos são responsáveis por 30% do conteúdo. E o que isso significa? De acordo com os estudos, o serviço de microblog é um ambiente no qual a grande maioria lê, mas pouco produz.

Agilidade

Uma coisa é fato: o Twitter acelera o acesso às informações. Inclusive a difusão de publicidades em geral. Isso tem gerado um fenômeno interessante com relação à televisão, até então, meio rápido para se obter notícias, porém, que filtra bastante o que vai ao ar. No texto de Gabriel Priolli isso é evidenciado.

Mas será que o Twitter realmente se sustentará? Até quando? Pode ser que seja apenas um modismo, que cai no esquecimento assim que aparece outro mais interessante. Veremos...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Construindo novas linguagens


Quanto mais a tecnologia avança, mais meios de comunicação são disponibilizados para a população. Além dos veículos midiáticos tradicionais como TV, Rádio, Impressos e também a Internet, celulares, smartphones, entre outros dispositivos de mídia portáteis, estão se tornando cada vez mais acessíveis e com ferramentas e softwares mais interativos.


E os jornalistas, como ficam nessa história? Os mais novos são privilegiados pela afinidade tecnológica da própria geração e por saberem sobre esses aparelhos na faculdade, ou entre os seus. Entretanto, aqueles com tempo de casa, acostumados com o fazer jornalístico arcaico e que não estão abertos para novidades multimidiáticas, como fazem? Na verdade, não fazem. É necessário reciclagem para se manter no mercado atual, diante a constante mutação do público-alvo.


Saber entender esse mercado, adaptar-se a ele e ainda inovar nesse terreno é uma tarefa árdua, mas que tem que ser feita. Hoje, os jornalistas precisam reaprender a escrever. Precisam enxugar e avaliar a mensagem que vão emitir, uma vez que a tendência atual é criar uma linguagem cada vez mais objetiva e concisa. Tudo para caber em telas em média de 70x20 pixels a 240x320 pixels. Para isso, a contagem de toques é fundamental.


Expandir os horizontes da comunicação é muito importante, mas até onde irá essa sede pela objetividade, designada para invadir a vida das pessoas em qualquer lugar que estejam?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Conhecendo os bastidores


Dia 27 de agosto, alunos do Unis conheceram o estúdio onde é gravado o programa Altas Horas. A viagem foi bem organizada, o trajeto meio cansativo devido ao trânsito paulistano, mas muito animada!
Uma coisa eu digo: tem muito organizador chato na globo! Mas... é o trabalho deles, né? Queria ter conhecido a globo SP melhor, porém não deixam. Nosso percurso dentro da emissora é bem restrito e definido. Nos encaminham direto pra sala de espera.
Depois de esperar... fomos pro estúdio. Muito legal! É tanta iluminação forte no teto, que por vezes fiquei meio tonta. Paredes personalizadas... equipamentos fantásticos... toda uma equipe técnica. Achei encantador aquele ambiente de bastidores, apesar de ser bem estressante. Eu prestava mais atenção nos câmeras e na produção, do que nas entrevistas rsrsrsrsrs... minha vontade era de descer e ficar perguntando "como isso funciona?", "me ensina?".
A única coisa desagradável foi ficar horas sentada naquela arquibancada estreita, além do produtor mandar a gente apertar mais, pra caber mais gente. Isso sim cansa! Chegou um momento que deu vontade de descer de lá e ir pra um cadeira confortável. Ainda bem que não pararam várias vezes a gravação... é que é longa mesmo.
Em suma, vale muito a pena conhecer um estúdio, uma emissora e ter noções de como funciona os bastidores de um programa e nossa profissão jornalística, de certo modo. Me motivou mais ainda a optar pela TV, porém, só na prática mesmo pra avaliar. Próxima viagem agora, Projac!
Confiram mais detalhes da viagem no blog do Luiz.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Caxambu quer se tornar Patrimônio da Humanidade


Outra cidade mineira quer se tornar Patrimônio da Humanidade. Caxambu, detentora do maior complexo hidromineral do planeta, possui 12 ricos mananciais de água mineral, dotados de propriedades químicas diferenciadas e medicinais comprovadas. Congonhas do Campo, Diamantina e Ouro Preto, já possuem esse reconhecimento por meio de seus acervos históricos.

Representantes do município estão se mobilizando para reunir documentos necessários para que a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) possa conceder esse reconhecimento. Mas, antes, a cidade pretendente precisa ter o título de Patrimônio Nacional. Para tal, o município tem que montar um dossiê com documentos, fotografias e demais papeladas que mostrem a importância do bem para o país ou para a comunidade local. O IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) avaliará então, sendo que aprovado, o instituto ficará responsável pela proteção do bem.

De acordo com a chefe do departamento de Cultura, Mayara Marinho, uma das primeiras etapas de preservação do patrimônio de Caxambu já foi vencida: a proteção do Parque das Águas pelo IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico).

Uma vez declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, Caxambu terá maior facilidade de recursos de organismos internacionais. Para o prefeito da cidade, Luiz Carlos Pinto, o título pode atrair investimentos privados e públicos, que irão fomentar o turismo local, principal fonte de economia do município.

O Jornal da Alterosa de Varginha fez uma reportagem referente ao assunto. Para assisti-la, clique aqui.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Jornalismo 2.0 - Como sobreviver e prosperar

http://knightcenter.utexas.edu/Jornalismo_20.pdf


Jornalismo 2.0
Como sobreviver e prosperar
Um guia de cultura digital na era da informação


Capítulo 1:
FTP,MB,RSS, oh!!!!!

Uma das barreiras que impedem que as pessoas compreendam mais profundamente como
a Internet e outras tecnologias funcionam é a quantidade de siglas que são usadas.

Todo o processo de evolução digital pode ser explicado em bits e bytes. Um byte é uma
unidade de medida da informação digital. Um único byte contém oito bits consecutivos e
é capaz de armazenar um único caractere ASCII (pronuncia-se as-kee).

O kilo é aproximadamente um mil, mega é em torno de um milhão, giga é um bilhão, e assim por diante. Assim, quando alguém diz, “Este computador tem um hard drive de 40 gigas”, significa que o hard drive armazena 40 gigabytes, ou aproximadamente 40 bilhões de bytes.

Você deve também começar a observar o tamanho dos arquivos (PDFs ou vídeo clipes) que
você baixa da Web. Veja a diferença de tempo entre baixar um arquivo com 500 KB e um
de 5 MB. Isto faz parte do processo de alfabetização digital.


Como funciona a Internet
Como você já deve saber, a Internet é o conjunto de computadores que estão conectados e
trocam informação. Um servidor Web é um tipo especial de computador que armazena e dis-
tribui/apresenta a informação na Internet.

Embora você identifique um endereço da Web como www.yahoo.com, os servidores da Web o lêem como 209.73.186.238. Este é o endereço IP (IP= Internet Protocol – protocolo da Internet) que funciona como a identidade numérica de um servidor da Web. Todos os endereços da Web têm um endereço IP correspondente, identificável pelos computadores, mas não pelas pessoas. O registro de um nome em um domínio assegura um endereço que pode ser lido por pessoas e o associa com um endereço IP de um computador.

Internet versus World Wide Web: Contradizendo a crença popular, esses dois termos não
são sinônimos. A Internet se refere à rede de computadores conectados que trocam infor-
mações. A World Wide Web se refere a um modo de acesso à informação através da Internet
usando o hypertext transfer protocol (http) e os navegadores da Web. Ela não inclui ou-
tros protocolos como e-mail, mensagem instantânea e transferência de arquivo (FTP).

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Adapte-se ou está fora

Adaptar-se aos avanços tecnológicos na atualidade é fundamental. Nada mais escapa a isso, nem mesmo os mais tradicionais modelos.

Jornais impressos como a Associated Press que ainda insistem em manter

Jornais, Jornalismo e Profecias

AP

quarta-feira, 11 de março de 2009

Jornalismo tecnológico: informação está a um click?




Avanço tecnológico é sinônimo hoje em dia de crise no jornalismo? Talvez. E de perda de qualidade e credibilidade? Isso vai depender do compromisso do profissional.
É inevitável fugir da era da informática, ainda mais quando esta é uma ferramenta dos tempos modernos. Ficar alheio a ela é ser retrógrado ao progresso. E é de progresso que o jornalismo deveria ser alimentado, começando pela mentalidade de seus profissionais.
Muito tem sido discutido sobre a tecnologia aplicada no universo jornalístico. E esta acessibilidade tem despertado a ânsia de pessoas (sem profissionalização) de querer "participar" deste mundo da informação - o que dificulta a credibilidade das notícias. A facilidade que o jornalista encontra nas "fontes" cibernéticas, tem comprometido muitas vezes o trabalho do verdadeiro profissional da área e os meios massificando a informação como um todo.
O primor da informação do século 21 estará naquele profissional que souber compreender essa nova era. Que o que precisa ser feito e vivido é o diferencial, aplicado pela criatividade. O jornalista que trouxer ao seu público qualidade de apuração, novidade, obterá credibilidade e, portanto, seu diferencial perante à massa informativa estabelecida pela mídia.
O jornalismo não tem que sucumbir à tecnologia, e sim, emergir com uma nova cara.




Confira um artigo sobre o tema, na íntegra, publicado no Observatório da Imprensa:


O desafio do jornalismo no século 21

quarta-feira, 4 de março de 2009

A revolução do Jornalismo pela Web

Com o novo meio de comunicação, a web, o Jornalismo ganhou um aliado em divulgações.
Através da Internet é possível que o jornal impresso atinja um maior número de pessoas, acompanhando o ritmo acelerado da evolução tecnológica.
Todos os jornais que desejam participar dessa revolução, devem passar por processos, que são as três fases da transposição do texto.
A definição de webjornalismo apresentada por Luciana Mielniczuk (2003) em “Sistematizando alguns conhecimentos sobre jornalismo na Web”, a saber: “webjornalismo diz respeito à utilização de uma parte específica da internet, que é a Web”. Ou seja, é o jornalismo desenvolvido para essa parte da rede, que, como observa Mielniczuk, disponibiliza interfaces gráficas de uma forma bastante amigável.
Mielniczuk divide a produção do webjornalismo em três fases: primeira geração ou fase da transposição, segunda geração ou fase da metáfora e terceira geração ou fase da exploração das características do suporte Web.
No primeiro desses momentos, o jornal on-line na Web é somente a transposição de matérias das edições impressas para o site. Para Mielniczuk, dessa forma, a disponibilização de informações jornalísticas na Web fica restrita à possibilidade de ocupar espaço, sem explorá-lo enquanto suporte que apresenta características específicas.
Um exemplo local dessa fase de transposição, simples e pura, é o jornal regional diário Correio do Sul.

Correio do Sul

Na segunda geração, o jornal impresso é usado como metáfora para a elaboração das interfaces dos produtos. No entanto, as publicações já começam a explorar potencialidades como links, e-mail e hipertexto. Surgem as seções “últimas notícias”.
Pode-se dizer que os recursos fornecidos pela web não são utilizados em seu todo, apenas aquele necessário para criar um pequeno diferencial.

Hoje em Dia

Na terceira geração, estão os sites que vão além da idéia de uma versão para a Web de um jornal impresso já existente. Nessa fase, os produtos jornalísticos apresentam recursos de interatividade, opções para configuração do produto de acordo com interesses pessoais de cada leitor/usuário, utilização de hipertexto como uma possibilidade na narrativa jornalística de fatos, além da atualização contínua no webjornal, não apenas na seção “últimas notícias”.
A Folha de São Paulo é exemplo pleno de um jornalismo impresso que fez a transposição total para a web, utilizando de uma redação independente e recursos de interatividade.

Folha Online


Como funciona uma redação online

Para que a terceira geração da transposição do texto aconteça é preciso que a redação independente do jornal impresso, que se responsabiliza pelas informações via web seja composta por profissionais comprometidos. A equipe funciona basicamente com os seguintes elementos: o designer administra as informações do site; os repórteres que produzem as matérias dentro dos padrões da web; os editores que se responsabilizam pela revisão e transposição dos textos, entre outros.

Potencialidades do webjornalismo

Marcos Palacios (2002), em “Jornalismo Online, Informação e Memória”, aponta seis características para o jornalismo desenvolvido para a Web: Multimidialidade/Convergência, Interatividade, Hipertextualidade, Personalização, Memória e Atualização Contínua.
Palacios ressalta que essas características refletem as potencialidades oferecidas pela internet ao jornalismo desenvolvido para a Web.

“Deixe-se claro, preliminarmente, que tais possibilidades abertas pelas Novas Tecnologias de Comunicação (NTC) não se traduzem, necessariamente, em aspectos efetivamente explorados pelos sites jornalísticos, quer por razões técnicas, de conveniência, adequação à natureza do produto oferecido ou ainda por questões de aceitação do mercado consumidor. Estamos a falar, fundamentalmente, de potenciais que são utilizados, em maior ou menor escala, e de forma diferente, nos sites jornalísticos da Web.” (Palacios, 2002).

A seguir, um resumo das características apontadas por Palacios:

Multimidialidade/Convergência - Refere-se à convergência dos formatos das mídias tradicionais (imagem, texto e som) na narração do fato jornalístico. Palacios explica que a convergência torna-se possível em função do processo de digitalização da informação e sua posterior circulação e/ou disponibilização em múltiplas plataformas e suportes, numa situação de agregação e complementariedade.

Interatividade - Diz respeito à possibilidade de o usuário, diante de um computador conectado à Internet e acessando um produto jornalístico, estabelecer relações: a) com a máquina; b) com a própria publicação, através do hipertexto; e c) com outras pessoas – autor(es) ou outro(s) leitor(es) – através da máquina (Lemos; Mielniczuk apud Palacios, 2002).

Hipertextualidade - Possibilita a interconexão de textos (texto entendido como bloco de informação sob o formato de escrita, som, foto, animação, vídeo e outros) através de links (hiperligações) e o acesso, também a partir de links, a outros sites relacionados ao assunto.

Customização do Conteúdo/Personalização - Também denominada individualização, consiste na opção oferecida ao usuário para configurar os produtos jornalísticos de acordo com os seus interesses individuais. Há sites noticiosos que permitem tanto a pré-seleção de assuntos quanto a sua hierarquização e escolha do formato de apresentação visual.

Memória - Acumulação de informações. Segundo Palacios, tal acumulação se torna mais viável técnica e economicamente na Web do que em outras mídias.

Instantaneidade/Atualização contínua – Palacios ressalta que a rapidez de acesso, combinada com a facilidade de produção e de disponibilização, propiciadas pela digitalização da informação e pelas tecnologias telemáticas, permitem extrema agilidade de actualização do material nos jornais da Web. Com isso, pode haver um acompanhamento contínuo em torno do desenvolvimento dos assuntos jornalísticos de maior interesse.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Mobilização política na era digital

A campanha de Barack Obama foi marcada e teve sucesso graças ao trabalho comunitário. Segundo estudiosos da mídia como Robert Niles, da Online Journalism Review, o trabalho junto às bases sociais seria inviável sem a internet e sem os sites e softwares baseados na interatividade comunitária. A internet pode não ter dado a grande massa dos votos conquistados por Obama, mas ela foi o grande diferencial que permitiu que a campanha do senador democrata por Illinois conseguisse decolar, no ano passado quando ele ainda era considerado um azarão na corrida eleitoral.

A estratégia comunitária de Obama começou a se delinear em outubro de 2007 no momento em que grupos de ativistas jovens começaram a usar sites como Meet Up e Move On para arrecadar pequenas contribuições em dinheiro. Em janeiro de 2008, num momento crítico para a definição das possibilidades eleitorais de Obama, os caciques do partido Democrata tiveram que curvar-se diante do fato de que o então pré-candidato conseguiu arrecadar 28 milhões de dólares só em contribuições feitas pela internet.

90% dos 250 mil doadores online de Barack Obama mandaram menos de 100 dólares para a campanha. Cem mil mandaram menos de 10 dólares, indicando como o trabalho de base passou a ser importante como alternativa à política tradicional. O esforço coletivo e descentralizado para juntar doações gerou a chamada Onda Obama na Web.

Num artigo publicado pelo site Harvard Business Publishing definiu a equipe do presidente eleito como o grupo mais inovador em matéria de administração surgido nos últimos anos. Para Haque “a estrutura de campanha de Obama está para as campanhas tradicionais como a empresa Google está para uma empresa convencional”.

Mais uma vez, a explicação está no trabalho das bases comunitárias articuladas em rede na internet. A tecnologia permitiu expressar eleitoralmente algo que Obama tinha muito e McCain não: a experiência de trabalho comunitário.

SÁTIRA

Férias de blogueiro

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Afinal, blogueiro pode ser considerado jornalista?!

Vemos muitos blogueiros em atividade hoje em dia. Alguns com formação profissional, como os jornalistas que buscam por meio dos blogs a difusão de informação rápida e mais liberdade editorial, e outros sem formação que possuem a curiosidade e a disposição suficientes para ir atrás da notícia e atualizar seus leitores cativos.
A questão discutida é a seguinte: será que blogueiro pode ser considerado jornalista? Bom, primeiro teríamos que analisar a profissão. Jornalista é o profissional que coleta a notícia, apura e informa a população. Este precisa de estar 4 anos em uma universidade para se preparar para a área. Porém há pessoas que aprendem a especialidade na raça. Muitos desses, são os blogueiros, frisando os sérios, compromissados com a notícia, com a verdade dos fatos, mediante a uma apuração. Porém vemos diversos tipos de blogueiros atualmente.
A dialética aqui não deveria ser se blogueiro é ou não jornalista. Se partirmos da premissa que jornalista é o PROFISSIONAL da comunicação, blogueiro sem formação acadêmica não é. Agora se o conceito de jornalista for qualquer pessoa que consiga informar, independente dos meios, não haveria mais necessidade da existência das faculdades de jornalismo.
As estações não podem se misturar. Jornalista pode ser blogueiro, mas blogueiro, sem formação acadêmica, não pode ser considerado jornalista. Senão que sentido haveria em estar 4 anos frequentando uma faculdade?!
Obviamente não significa que a comunicação está somente nas mãos dos jornalistas. E também não quer dizer que quem não tem formação nessa área não seja capaz de informar as pessoas, pois tudo acaba sendo no fim das contas uma questão de competência. Porém vemos muitos psedo-comunicadores, que acham que já podem ser entitulados "jornalistas" por tempo de publicação - estas, que às vezes não trazem nada de informativo ou de interesse público.
Temos de convir que há vários estudantes que saem da universidade depois de 4 anos e não possuem a mesma destreza que outros que trabalham na área, sem estar oficialmente profissionalizado. Mas procuramos partir do pressuposto que depois de passar pela vida acadêmica, que se esteja teoricamente mais preparado.
Enfim... é preciso que a resposabilidade com a informação e o tempo dedicado aos estudos no campo do jornalismo seja mais valorizado. Senão será fácil não mais fazer investimentos numa profissão que qualquer um pode receber o direito ao título.

O valor da marca

"Através de seu verbete podem ser extraídas características e funções relevantes da marca como a consciência cultural de propriedade e comercialização de produtos, além da associação da marca com o valor, através do termo cultural de marca.
Alguns dos significados de marca encontrados no verbete anteriormente citado são abordados por autores, como Kotler (2000). A marca, segundo ele, pode ser nome, termo, símbolo, desenho, ou mesmo a combinação desses elementos que têm a importante função de identificar bens ou serviços de uma empresa com o objetivo de diferenciá-los da concorrência. Em conformidade, Aaker (1998) afirma queuma marca é um nome diferenciado e/ou símbolo (tal como um logotipo, marca registrada, ou desenho de embalagem) destinado a identificar os bens ou serviços de um vendedor ou de um grupo de vendedores e a diferenciar esses bens e serviços daqueles dos concorrentes."
Confira o artigo na íntegra:

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Nos palcos dos realities shows...

Com a presença incessante dos meios de comunicação de massa, o homem passa a ser e a viver uma vida sonhada e idealizada, na qual a ficção mistura-se à realidade, e vice-versa, incorporando-se à realidade vivida pelo indivíduo. Entre elas o efeito-sanduíche realidade-ficção/ficção-realidade, pelo qual os telejornais se organizam como melodramas e as novelas vão se alimentar da realidade. O reino da notícia bebe no da ficção, e vice-versa, produzindo um entendimento parcial, fragmentado, e nunca pleno do mundo dos acontecimentos.

Em "A Sociedade do Espetáculo", Debord diz que: "O espetáculo consiste na multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa. O espetáculo é a aparência que confere integridade e sentido a uma sociedade esfacelada e dividida. Os meios de comunicação de massa são apenas a manifestação superficial mais esmagadora da sociedade do espetáculo, que faz do indivíduo um ser infeliz, anônimo e solitário em meio à massa de consumidores..."

Limites?!

Onde está o limite entre a denúncia e o sensacionalismo?
Esta imagem estava postada num blog sob o título de "Imagem do Dia". Será que a miséria exposta desta maneira tem finalidade de quê? Incentivar a ajuda aos necessitados? Ou apenas uma mídia sensacionalista que precisa chocar a sociedade, banalizando a cruel realidade da miséria humana?
A linha que separa essa dialética é tênue...

A arte dialética

Dialética era, na Grécia antiga, arte do diálogo. Aos poucos, passou a ser a arte de, no diálogo, demonstrar uma tese por meio de uma argumentação capaz de definir e distinguir claramente os conceitos envolvidos na discussão.
Aristóteles considerava Zênon o fundador da dialética. Outros consideram Sócrates, pois em uma discussão sobre a função da filosofia (que estava sendo caracterizada como a uma atividade inútil), Sócrates desafiou os generais Lachés e Nícias a definir o que era bravura e o político Caliclés a definir o que era a política e a justiça. Isso com o intuito de demonstrar a eles que só a filosofia (por meio da dialética) podia lhes proporcionar instrumentos indispensáveis para entenderem a essência daquilo que faziam, das atividades profissionais a que se dedicavam.
Na acepção moderna, entretanto, dialética significa outra coisa: é o modo de pensarmos as contradições da realidade, o modo de compreendemos a realidade como essencialmente contraditórias em permanente transformação.