quarta-feira, 11 de março de 2009

Jornalismo tecnológico: informação está a um click?




Avanço tecnológico é sinônimo hoje em dia de crise no jornalismo? Talvez. E de perda de qualidade e credibilidade? Isso vai depender do compromisso do profissional.
É inevitável fugir da era da informática, ainda mais quando esta é uma ferramenta dos tempos modernos. Ficar alheio a ela é ser retrógrado ao progresso. E é de progresso que o jornalismo deveria ser alimentado, começando pela mentalidade de seus profissionais.
Muito tem sido discutido sobre a tecnologia aplicada no universo jornalístico. E esta acessibilidade tem despertado a ânsia de pessoas (sem profissionalização) de querer "participar" deste mundo da informação - o que dificulta a credibilidade das notícias. A facilidade que o jornalista encontra nas "fontes" cibernéticas, tem comprometido muitas vezes o trabalho do verdadeiro profissional da área e os meios massificando a informação como um todo.
O primor da informação do século 21 estará naquele profissional que souber compreender essa nova era. Que o que precisa ser feito e vivido é o diferencial, aplicado pela criatividade. O jornalista que trouxer ao seu público qualidade de apuração, novidade, obterá credibilidade e, portanto, seu diferencial perante à massa informativa estabelecida pela mídia.
O jornalismo não tem que sucumbir à tecnologia, e sim, emergir com uma nova cara.




Confira um artigo sobre o tema, na íntegra, publicado no Observatório da Imprensa:


O desafio do jornalismo no século 21

quarta-feira, 4 de março de 2009

A revolução do Jornalismo pela Web

Com o novo meio de comunicação, a web, o Jornalismo ganhou um aliado em divulgações.
Através da Internet é possível que o jornal impresso atinja um maior número de pessoas, acompanhando o ritmo acelerado da evolução tecnológica.
Todos os jornais que desejam participar dessa revolução, devem passar por processos, que são as três fases da transposição do texto.
A definição de webjornalismo apresentada por Luciana Mielniczuk (2003) em “Sistematizando alguns conhecimentos sobre jornalismo na Web”, a saber: “webjornalismo diz respeito à utilização de uma parte específica da internet, que é a Web”. Ou seja, é o jornalismo desenvolvido para essa parte da rede, que, como observa Mielniczuk, disponibiliza interfaces gráficas de uma forma bastante amigável.
Mielniczuk divide a produção do webjornalismo em três fases: primeira geração ou fase da transposição, segunda geração ou fase da metáfora e terceira geração ou fase da exploração das características do suporte Web.
No primeiro desses momentos, o jornal on-line na Web é somente a transposição de matérias das edições impressas para o site. Para Mielniczuk, dessa forma, a disponibilização de informações jornalísticas na Web fica restrita à possibilidade de ocupar espaço, sem explorá-lo enquanto suporte que apresenta características específicas.
Um exemplo local dessa fase de transposição, simples e pura, é o jornal regional diário Correio do Sul.

Correio do Sul

Na segunda geração, o jornal impresso é usado como metáfora para a elaboração das interfaces dos produtos. No entanto, as publicações já começam a explorar potencialidades como links, e-mail e hipertexto. Surgem as seções “últimas notícias”.
Pode-se dizer que os recursos fornecidos pela web não são utilizados em seu todo, apenas aquele necessário para criar um pequeno diferencial.

Hoje em Dia

Na terceira geração, estão os sites que vão além da idéia de uma versão para a Web de um jornal impresso já existente. Nessa fase, os produtos jornalísticos apresentam recursos de interatividade, opções para configuração do produto de acordo com interesses pessoais de cada leitor/usuário, utilização de hipertexto como uma possibilidade na narrativa jornalística de fatos, além da atualização contínua no webjornal, não apenas na seção “últimas notícias”.
A Folha de São Paulo é exemplo pleno de um jornalismo impresso que fez a transposição total para a web, utilizando de uma redação independente e recursos de interatividade.

Folha Online


Como funciona uma redação online

Para que a terceira geração da transposição do texto aconteça é preciso que a redação independente do jornal impresso, que se responsabiliza pelas informações via web seja composta por profissionais comprometidos. A equipe funciona basicamente com os seguintes elementos: o designer administra as informações do site; os repórteres que produzem as matérias dentro dos padrões da web; os editores que se responsabilizam pela revisão e transposição dos textos, entre outros.

Potencialidades do webjornalismo

Marcos Palacios (2002), em “Jornalismo Online, Informação e Memória”, aponta seis características para o jornalismo desenvolvido para a Web: Multimidialidade/Convergência, Interatividade, Hipertextualidade, Personalização, Memória e Atualização Contínua.
Palacios ressalta que essas características refletem as potencialidades oferecidas pela internet ao jornalismo desenvolvido para a Web.

“Deixe-se claro, preliminarmente, que tais possibilidades abertas pelas Novas Tecnologias de Comunicação (NTC) não se traduzem, necessariamente, em aspectos efetivamente explorados pelos sites jornalísticos, quer por razões técnicas, de conveniência, adequação à natureza do produto oferecido ou ainda por questões de aceitação do mercado consumidor. Estamos a falar, fundamentalmente, de potenciais que são utilizados, em maior ou menor escala, e de forma diferente, nos sites jornalísticos da Web.” (Palacios, 2002).

A seguir, um resumo das características apontadas por Palacios:

Multimidialidade/Convergência - Refere-se à convergência dos formatos das mídias tradicionais (imagem, texto e som) na narração do fato jornalístico. Palacios explica que a convergência torna-se possível em função do processo de digitalização da informação e sua posterior circulação e/ou disponibilização em múltiplas plataformas e suportes, numa situação de agregação e complementariedade.

Interatividade - Diz respeito à possibilidade de o usuário, diante de um computador conectado à Internet e acessando um produto jornalístico, estabelecer relações: a) com a máquina; b) com a própria publicação, através do hipertexto; e c) com outras pessoas – autor(es) ou outro(s) leitor(es) – através da máquina (Lemos; Mielniczuk apud Palacios, 2002).

Hipertextualidade - Possibilita a interconexão de textos (texto entendido como bloco de informação sob o formato de escrita, som, foto, animação, vídeo e outros) através de links (hiperligações) e o acesso, também a partir de links, a outros sites relacionados ao assunto.

Customização do Conteúdo/Personalização - Também denominada individualização, consiste na opção oferecida ao usuário para configurar os produtos jornalísticos de acordo com os seus interesses individuais. Há sites noticiosos que permitem tanto a pré-seleção de assuntos quanto a sua hierarquização e escolha do formato de apresentação visual.

Memória - Acumulação de informações. Segundo Palacios, tal acumulação se torna mais viável técnica e economicamente na Web do que em outras mídias.

Instantaneidade/Atualização contínua – Palacios ressalta que a rapidez de acesso, combinada com a facilidade de produção e de disponibilização, propiciadas pela digitalização da informação e pelas tecnologias telemáticas, permitem extrema agilidade de actualização do material nos jornais da Web. Com isso, pode haver um acompanhamento contínuo em torno do desenvolvimento dos assuntos jornalísticos de maior interesse.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Mobilização política na era digital

A campanha de Barack Obama foi marcada e teve sucesso graças ao trabalho comunitário. Segundo estudiosos da mídia como Robert Niles, da Online Journalism Review, o trabalho junto às bases sociais seria inviável sem a internet e sem os sites e softwares baseados na interatividade comunitária. A internet pode não ter dado a grande massa dos votos conquistados por Obama, mas ela foi o grande diferencial que permitiu que a campanha do senador democrata por Illinois conseguisse decolar, no ano passado quando ele ainda era considerado um azarão na corrida eleitoral.

A estratégia comunitária de Obama começou a se delinear em outubro de 2007 no momento em que grupos de ativistas jovens começaram a usar sites como Meet Up e Move On para arrecadar pequenas contribuições em dinheiro. Em janeiro de 2008, num momento crítico para a definição das possibilidades eleitorais de Obama, os caciques do partido Democrata tiveram que curvar-se diante do fato de que o então pré-candidato conseguiu arrecadar 28 milhões de dólares só em contribuições feitas pela internet.

90% dos 250 mil doadores online de Barack Obama mandaram menos de 100 dólares para a campanha. Cem mil mandaram menos de 10 dólares, indicando como o trabalho de base passou a ser importante como alternativa à política tradicional. O esforço coletivo e descentralizado para juntar doações gerou a chamada Onda Obama na Web.

Num artigo publicado pelo site Harvard Business Publishing definiu a equipe do presidente eleito como o grupo mais inovador em matéria de administração surgido nos últimos anos. Para Haque “a estrutura de campanha de Obama está para as campanhas tradicionais como a empresa Google está para uma empresa convencional”.

Mais uma vez, a explicação está no trabalho das bases comunitárias articuladas em rede na internet. A tecnologia permitiu expressar eleitoralmente algo que Obama tinha muito e McCain não: a experiência de trabalho comunitário.

SÁTIRA

Férias de blogueiro

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Afinal, blogueiro pode ser considerado jornalista?!

Vemos muitos blogueiros em atividade hoje em dia. Alguns com formação profissional, como os jornalistas que buscam por meio dos blogs a difusão de informação rápida e mais liberdade editorial, e outros sem formação que possuem a curiosidade e a disposição suficientes para ir atrás da notícia e atualizar seus leitores cativos.
A questão discutida é a seguinte: será que blogueiro pode ser considerado jornalista? Bom, primeiro teríamos que analisar a profissão. Jornalista é o profissional que coleta a notícia, apura e informa a população. Este precisa de estar 4 anos em uma universidade para se preparar para a área. Porém há pessoas que aprendem a especialidade na raça. Muitos desses, são os blogueiros, frisando os sérios, compromissados com a notícia, com a verdade dos fatos, mediante a uma apuração. Porém vemos diversos tipos de blogueiros atualmente.
A dialética aqui não deveria ser se blogueiro é ou não jornalista. Se partirmos da premissa que jornalista é o PROFISSIONAL da comunicação, blogueiro sem formação acadêmica não é. Agora se o conceito de jornalista for qualquer pessoa que consiga informar, independente dos meios, não haveria mais necessidade da existência das faculdades de jornalismo.
As estações não podem se misturar. Jornalista pode ser blogueiro, mas blogueiro, sem formação acadêmica, não pode ser considerado jornalista. Senão que sentido haveria em estar 4 anos frequentando uma faculdade?!
Obviamente não significa que a comunicação está somente nas mãos dos jornalistas. E também não quer dizer que quem não tem formação nessa área não seja capaz de informar as pessoas, pois tudo acaba sendo no fim das contas uma questão de competência. Porém vemos muitos psedo-comunicadores, que acham que já podem ser entitulados "jornalistas" por tempo de publicação - estas, que às vezes não trazem nada de informativo ou de interesse público.
Temos de convir que há vários estudantes que saem da universidade depois de 4 anos e não possuem a mesma destreza que outros que trabalham na área, sem estar oficialmente profissionalizado. Mas procuramos partir do pressuposto que depois de passar pela vida acadêmica, que se esteja teoricamente mais preparado.
Enfim... é preciso que a resposabilidade com a informação e o tempo dedicado aos estudos no campo do jornalismo seja mais valorizado. Senão será fácil não mais fazer investimentos numa profissão que qualquer um pode receber o direito ao título.

O valor da marca

"Através de seu verbete podem ser extraídas características e funções relevantes da marca como a consciência cultural de propriedade e comercialização de produtos, além da associação da marca com o valor, através do termo cultural de marca.
Alguns dos significados de marca encontrados no verbete anteriormente citado são abordados por autores, como Kotler (2000). A marca, segundo ele, pode ser nome, termo, símbolo, desenho, ou mesmo a combinação desses elementos que têm a importante função de identificar bens ou serviços de uma empresa com o objetivo de diferenciá-los da concorrência. Em conformidade, Aaker (1998) afirma queuma marca é um nome diferenciado e/ou símbolo (tal como um logotipo, marca registrada, ou desenho de embalagem) destinado a identificar os bens ou serviços de um vendedor ou de um grupo de vendedores e a diferenciar esses bens e serviços daqueles dos concorrentes."
Confira o artigo na íntegra:

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Nos palcos dos realities shows...

Com a presença incessante dos meios de comunicação de massa, o homem passa a ser e a viver uma vida sonhada e idealizada, na qual a ficção mistura-se à realidade, e vice-versa, incorporando-se à realidade vivida pelo indivíduo. Entre elas o efeito-sanduíche realidade-ficção/ficção-realidade, pelo qual os telejornais se organizam como melodramas e as novelas vão se alimentar da realidade. O reino da notícia bebe no da ficção, e vice-versa, produzindo um entendimento parcial, fragmentado, e nunca pleno do mundo dos acontecimentos.

Em "A Sociedade do Espetáculo", Debord diz que: "O espetáculo consiste na multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa. O espetáculo é a aparência que confere integridade e sentido a uma sociedade esfacelada e dividida. Os meios de comunicação de massa são apenas a manifestação superficial mais esmagadora da sociedade do espetáculo, que faz do indivíduo um ser infeliz, anônimo e solitário em meio à massa de consumidores..."

Limites?!

Onde está o limite entre a denúncia e o sensacionalismo?
Esta imagem estava postada num blog sob o título de "Imagem do Dia". Será que a miséria exposta desta maneira tem finalidade de quê? Incentivar a ajuda aos necessitados? Ou apenas uma mídia sensacionalista que precisa chocar a sociedade, banalizando a cruel realidade da miséria humana?
A linha que separa essa dialética é tênue...

A arte dialética

Dialética era, na Grécia antiga, arte do diálogo. Aos poucos, passou a ser a arte de, no diálogo, demonstrar uma tese por meio de uma argumentação capaz de definir e distinguir claramente os conceitos envolvidos na discussão.
Aristóteles considerava Zênon o fundador da dialética. Outros consideram Sócrates, pois em uma discussão sobre a função da filosofia (que estava sendo caracterizada como a uma atividade inútil), Sócrates desafiou os generais Lachés e Nícias a definir o que era bravura e o político Caliclés a definir o que era a política e a justiça. Isso com o intuito de demonstrar a eles que só a filosofia (por meio da dialética) podia lhes proporcionar instrumentos indispensáveis para entenderem a essência daquilo que faziam, das atividades profissionais a que se dedicavam.
Na acepção moderna, entretanto, dialética significa outra coisa: é o modo de pensarmos as contradições da realidade, o modo de compreendemos a realidade como essencialmente contraditórias em permanente transformação.